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Risco de pandemia do vírus Nipah é baixo e não ameaça o Brasil, diz OMS e Ministério da Saúde

Publicada em: 03/02/2026 10:58 -

Avaliação dos dois órgãos de saúde descartou que o vírus não pode causar pandemia

Conforme a avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, o risco de pandemia causada pelo vírus Nipah é considerado baixo. Recentemente, na Índia, foi registrado um surto com dois casos confirmados, sendo eles profissionais de saúde, e nenhum indicativo de disseminação interna ou risco para os brasileiros.

 

Ainda na Índia, foram constatados 198 contatos dos casos confirmados, todos verificados e testados com resultado negativo. O último deles foi anotado no dia 13 do mês passado, janeiro, mostrando que o evento chega perto do fim do período de monitoramento.

O Ministério da Saúde do Brasil permanece com as diretrizes técnicas de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

 

Sobre o Nipah

O primeiro registro do vírus Nipah aconteceu em 1999, na Malásia, e desde então os surtos acontecem apenas nos países do Sudeste Asiático, que contam com protocolos de emergência para rápida detecção e controle, com acompanhamento da OMS.

A transmissão do Nipah é associada principalmente a morcegos frutíferos — espécies que não existem no Brasil. A infecção pode ser por ingestão de alimentos contaminados ou, mais raramente, por contato direto entre pessoas ou com superfícies contaminadas.

Os sintomas são febre, dor de cabeça e muscular, vômito, dor de garganta, tontura, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos. Algumas pessoas podem ter pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo. A encefalite [inflamação do cérebro] e as convulsões acontecem em casos graves, evoluindo para o coma dentro de 24 a 48 horas, que pode chegar à morte devido às sequelas neurológicas graves. Não existe medicamento ou vacina para tratar a doença.

COM INFORMAÇÕES - PORTAL LEO DIAS

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