
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Três adolescentes de 17 anos foram apreendidos pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (2), suspeitos de planejar ataque a uma escola em Montividiu, no sudoeste do estado. A investigação encontrou mensagens trocadas entre eles em redes sociais.
Os nomes dos adolescentes não foram divulgados. Por isso, o G1 não localizou as defesas deles para se manifestarem.
A polícia apreendeu facas e armas de fogo de alto calibre durante cumprimento de mandados de busca e apreensão nas casas dos menores. Segundo o delegado Adelson Candeo, eles podem ser responsabilizados de acordo com o que foi encontrado nas residências, como posse ilegal de arma de fogo e drogas.
“Não existe informação sobre ligação a grupos terroristas, racistas ou nazistas durante a investigação. Dois deles planejam executar mais meninas do que meninos, então existe um ódio voltado contra mulheres”, explica o delegado.
Até as 12h20 desta quarta-feira, um adolescente foi ouvido pela polícia, que marcou os depoimentos em horários diferentes devido à necessidade de acompanhamento dos pais.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/A/V/n7gqqiSAqo85PUACdFKA/policiais.jpg)
Delegacia de Polícia Civil de Montividiu, Goiás, onde adolescentes foram ouvidos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Segundo o delegado, o adolescente confirma que falou com os outros suspeitos pelas redes sociais, mas que não teria coragem de executar o ataque. O pai disse na delegacia que o filho está em depressão e toma remédios.
Os ataques não teriam acontecido porque as escolas estão fechadas por causa da pandemia do coronavírus, conforme o investigador.
Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça nas casas dos suspeitos e também na região rural do município. Nas residências, foram apreendidas facas de caça, armas de fogo e munições de alto calibre.
As investigações começaram através do compartilhamento de informações pelo Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI), que identificou os adolescentes e parte das mensagens trocadas por eles em redes sociais. Em seguida, a polícia goiana deu continuidade ao caso para identificar e localizar os envolvidos.
O grupo apreendido era formado por três menores de idade, de 17 anos. Nas conversas, segunda a polícia, foi possível identificar o plano e até mesmo a divisão de tarefas que haveria entre os integrantes.
Um adolescente de 16 anos foi apreendido em Goiânia, em 27 de maio, suspeito de planejar um atentado a uma escola e apoiar ações nazistas. A apreensão, neste caso, se deu por prática de ato infracional análogo ao crime de racismo.
A titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Marcella Orçai, disse que o adolescente admitiu ser racista e que admira a doutrina nazista. No celular dele, segundo a delegada, foram encontrados inúmeros indícios de participação em grupos que planejam massacres a escolas.
A investigação descobriu que o adolescente usava vários perfis falsos para manter conversas com pessoas de outros estados, onde falavam em atacar escolas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/8/u/iCeDeTTlGk5ELVlfiq8Q/nazismo2.jpg)
Conversa de adolescente com outra pessoa mostra que ele queria abrir escola nazista — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/G/9/MdIqBmQdSLUVMuAXA2hA/nazismo1.jpg)
Desenho feito à mão por adolescente em caderno mostra admiração ao nazismo, em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Fonte: G1